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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Nobre fala em “dever cumprido” e já abre as portas para sucessor

Tiago Salazar São PauloSP

O presidente Paulo Nobre não segurou sua emoção depois da vitória palmeirense sobre o Botafogo no Palestra Itália na tarde deste domingo. A equipe agora só precisa de um ponto nos próximos dois jogos para confirmar o título Brasileiro e acabar com o jejum de 22 anos. Até mesmo em casa de duas derrotas, dependendo de uma combinação de resultados, o alviverde pode ficar com a taça. Por isso, Nobre não se refutou em subir ao campo após o apito final para cumprimentar os atletas e, em seguida, falar com os jornalistas.
“Nunca sonhei em ser astronauta. Sonhava em ser jogador do Palmeiras e depois ser presidente. Ainda bem que o Palmeiras se livrou de um jogador tão ruim quanto eu. O sonho da presidência acabou sendo realizado. E o que eu mais quis foi entregar melhor do que eu recebi. De uma certa maneira a gente se sente com o dever cumprido. Falo no plural porque não faço sozinho. Um grande grupo desenvolveu esse trabalho comigo, e estamos deixando o Palmeiras protagonista novamente”, exaltou o mandatário, sem esconder que esperava ainda mais para 2016.
“É claro que você sonha. Sonha em ganhar tudo, todos os jogos, mas isso não é possível. Ter ganhado aquela Copa do Brasil foi magnífico, e no ano que eu esperava ser muito verde, não fomos felizes na Libertadores e no Paulista, mas não perdemos o foco. Estamos muito próximos, mas ainda tem dois jogos. Temos de manter a seriedade, porque foi assim o tempo todo”, ressaltou.
O título Brasileiro, muito próximo de ser concretizado, também marcará o fim do mandato de Paulo Nobre, que também conseguiu outro grande feito: acalmar a oposição política do clube, historicamente uma das mais fervorosas e intransigentes. Dia 16, seu primeiro vice-presidente, Maurício Galiotte será aclamado o novo presidente do Palmeiras, e Nobre garante que não forçará nenhuma participação no governo de seu sucessor.
“Os rumos a partir de meados de dezembro, do dia 16 para frente, quem vai tocar vai ser o Maurício Galiotte. Tem totais condições. Tenho certeza que fiz a escolha certa, esteve ao meu lado os quatro anos. Fizemos tudo juntos. Tem totais condições de seguir com o trabalho. Eu, como vice, estou inteiramente à disposição, se ele precisar. Mas não existe nada combinado entre ele ser o meu candidato e eu ter alguma participação. O meu futuro? É tão complicado ser presidente do Palmeiras, que eu não consigo nem planejar nada antes da fim do campeonato”, explicou.
Por fim, Paulo Nobre parou por alguns segundo e buscou as melhores palavras para se dirigir ao torcedor palmeirense, que depois de dois rebaixamentos no nacional por pontos corridos, está prestes a soltar o grito de “é campeão”.
“O que eu posso dizer é que explicar a emoção de ser palmeirense para um palmeirense é desnecessário. E explicar para uma pessoa que não é palmeirense, como diria Joemir Beting, só existe uma emoção maior que ser campeão, que é ser palmeirense, com letra maiúscula”, finalizou o polêmico dirigente.

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