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terça-feira, 21 de março de 2017

Com dois candidatos, Caiçara define data para eleição de novo presidente Clube de Campo Maior informa por meio de comunicado oficial definição de pleito para escolha de diretoria. Interventor conduz processo com base no estatuto de 1954

Por Teresina
Ari Santos e Francisco Ispo Caiçara (Foto: Ricardo Andrade de Sousa)Afastado do cargo ano passado, Francisco Ispo inscreve chapa para voltar a ser presidente do Caiçara (Foto: Ricardo Andrade)
O Caiçara parece estar bem próximo de equacionar um problema crônico que se instaurou no clube há um ano. O diretor executivo e interventor Antônio Wilson Andrade Neto, advogado e membro da OAB-PI, convocou por meio de comunicado oficial divulgado pelo Leão, nesta terça, a nova eleição para presidente. Nomeado para conduzir o processo eleitoral por ordem judicial proferida pelo juiz Leandro Emídio Lima e Silva, da 2ª Comarca de Campo Maior, o interventor assinou o edital que definiu o pleito para a manhã de sábado, na Câmara Municipal de Veadores do município. O presidente eleito assume o cargo para um ano de mandato.
De acordo com o documento enviado pelo interventor, as chapas interessadas em disputar a eleição deverão efetivar a inscrição até o meio-dia de sexta. Até o momento duas chapas sinalizaram interesse: uma encabeçada por Francisco Ispo, presidente afastado do Caiçara, e a segunda liderada por Francisco Derivaldo, membro de oposição.
O impasse criado no alto comando do Caiçara nasceu no início do ano passado. O então juiz Júlio César de Menezes Garcez, da 2ª Vara da Comarca de Campo Maior, expediu um procedimento ordinário que invalidou as eleições presidenciais do Leão realizadas em janeiro de 2016 e que prolongariam o mandato de Francisco Ispo.
O procedimento ordinário determinou eleições diretas para a escolha de novos diretores executivos e conselho fiscal. O juiz acatou a denúncia de Dilson Lins da Trindade, que fazia oposição a Ispo, alegando irregularidades no processo de eleição do clube. Os autos citavam uma suposta alteração no estatuto do clube ainda na eleição de 2013, quando teriam sido registradas duas atas da mesma assembleia. Segundo o denunciante, o intuito era a “ludibriar o quadro societário do Caiçara Esporte Clube”. Ispo negou as acusações, mas acabou não seguindo no cargo.
Edital de convocação para eleição do Caiçara (Foto: Reprodução/Facebook)Edital de convocação para eleição do Caiçara (Foto: Reprodução/Facebook)
Um ano depois do conturbado momento administrativo vivido pelo Leão, o novo pleito deve utilizar o mesmo estatuto de 1954, o primeiro elaborado na história do clube. De acordo com o interventor Antônio Wilson Andrade Neto, foi firmado um acordo verbal com as duas chapas inscritas de que um novo regimento interno será elaborado pelo presidente eleito.
- Duas chapas se apresentaram e trouxeram a documentação. Coloquei até o dia 24 para a apresentação de possíveis novas chapas. Será usado o estatuto de 1954, que é o primeiro estatuto feito no Caiçara. A chapa que for eleita terá que elaborar um novo estatuto. Este é bastante antigo e simples – enfatizou o advogado.
Treino Caiçara (Foto: Ricardo Andrade)Sem diretoria, Caiçara acabou sendo rebaixado à Série B do Piauiense (Foto: Ricardo Andrade)
Um dos principais pontos a serem inclusos no novo estatuto, segundo Antônio Wilson Andrade, é a determinação de vagas para os Conselhos Administrativo e Jurídico, inexistentes no quadro alvirrubro. A chapa eleita assume as cadeiras de presidente, vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 1º tesoureiro, 2º tesoureiro, orador, Conselho Fiscal, Conselho Consultivo, Diretor de Esportes e Diretor Social. Os eleitos tomam posse logo após a eleição.
- Vejo essa eleição como uma forma de acabar de uma vez por todas essa briga, até para não prejudicar o clube. Por má gestão e briga interna de sócios, acabou prejudicando o Caiçara. Que isso venha a somar com o esporte de Campo Maior e do Piauí – completou o interventor.
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