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quarta-feira, 22 de março de 2017

Ex-presidente lembra início de Julio César no Fla e pede Vinicius Júnior Kléber Leite destaca aposta em goleiro - hoje no Benfica - em 1996, e acredita que jovem de 16 anos vestirá a camisa 11 do Flamengo no futuro: "Talento raro é exceção"

Por Rio de Janeiro
A atuação de Vinicius Júnior na Copa São Paulo de Futebol Júnior, pelo Flamengo, chamou a atenção. A sequência foi ainda melhor: título, artilharia e prêmio de melhor jogador no título do Sul-Americano sub-17 com a seleção brasileira. O desempenho levou os torcedores rubro-negros ao delírio e uma pergunta no ar: o garoto tem espaço na equipe profissional? Para um velho conhecido dos bastidores do clube o momento para promover o meia-atacante de 16 anos é agora. 
Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, defendeu a subida imediata do jovem. Para justificar o pedido, se baseou num fato que ocorreu em 1997 (não 1996, como afirmou), quando ainda estava no comando. Através de seu blog pessoal, contou como foi o início da trajetória de Julio César, aos 17 anos, que teria ganhado a chance após líderes do grupo perceberem a irregularidade do titular da época e cobrarem a contratação de outro goleiro. Segundo Kléber Leite, a saída viável, levando em conta as finanças do clube, era olhar para a base. Julio subiu, foi reserva durante um período e acabou chegando ao time titular.  
Vinícius Júnior Flamengo (Foto: Staff Images / Flamengo)Vinicius Júnior é joia do Fla: aos 16 anos, foi escolhido como melhor atleta do Sul-Americano (Foto: Staff Images/Flamengo)
- Fui conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo Telê Santana. No seu apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A primeira: O garoto é bom ou muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já havia apurado tudo sobre Júlio César, respondi que não era bom, era excepcional, e que aos 17, tinha cabeça ótima e objetivos definidos. Na sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria história conta…
Para o ex-presidente, o talento de Vinicius Júnior, "exceção" no futebol atual, justifica o pedido. Kléber Leite não cobra o garoto como titular, mas acredita numa ascensão natural do jogador que já é olhado por Barcelona e Real Madrid.
- Conto isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da conta e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte da regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele…
Confira o texto na íntegra:
Houve um momento, se a memória não me trai, em 96, em que o nosso treinador e o principal jogador entraram na minha sala e o tema que eles levaram para discussão era a necessidade de se contratar um baita goleiro, pois quem vinha jogando, embora tecnicamente bom, chamava gol… Isto é, não tinha muita sorte e, inclusive, acabara de se contundir.
Como era inviável contratar naquele momento um goleiro do nível que eles queriam, e que a camisa 1 do Flamengo merecia e merece, a solução a curtíssimo prazo tinha que ser doméstica. A primeira providência foi a convocação para a surpreendente reunião do nosso treinador dos juniores, Marcos Paquetá. Em síntese, sem medo de emitir o parecer, disse que o melhor goleiro do Flamengo, englobando-se todas as categorias, inclusive a de profissionais, era um menino que havia completado 17 anos, dos juvenis, cujo nome era Júlio César.
Isto gerou um certo desconforto na reunião, pois disse não entender como sendo tão bom e tão elogiado, já não estava ele nos juniores. Isto é outro papo e, aqui, fica apenas para registro.
Encerrada a reunião, Júlio César foi chamado para integrar o elenco de profissionais. Ainda com certa dúvida, não com relação ao talento e sim, à pouca idade, fui conversar e me aconselhar com um dos grandes mestres da bola, meu querido amigo Telê Santana.
No seu apartamento no Leme, Telê me fez duas perguntas. A primeira: O garoto é bom ou muito bom? A segunda: a cabeça dele é boa? Como já havia apurado tudo sobre Júlio César, respondi que não era bom, era excepcional, e que aos 17, tinha cabeça ótima e objetivos definidos.
Na sequência, o mestre concluiu: “não tenha nenhum receio. Jogador deste nível e com cabeça boa, não tem erro. Põe pra jogar!” O restante da história, a própria história conta…
Conto isto para mergulhar no presente. Vinícius Júnior, já!!! Talento além da conta e, por tudo que ouvi, cabecinha boa. Portanto, talento raro não faz parte da regra geral. Talento raro é exceção e, como tal, deve ser tratado. Não estou aqui dizendo para que peguem a camisa 11 e entreguem pra ele. Estou apenas defendendo a tese de que a hora é essa!!! A camisa 11 do Flamengo, quem viver verá, ele irá pegar naturalmente, no tempo dele… 
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