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terça-feira, 14 de março de 2017

Guerra ou Keno? Eduardo ganha "dor de cabeça boa"; veja prós e contras Com base da equipe bem definida e boas atuações de ambos, técnico do Palmeiras faz mistério sobre vaga no meio-campo

Por 
São Paulo
Carrossel Guerra e Keno Palmeiras (Foto: Editoria de arte)Guerra e Keno têm características diferentes e brigam por uma vaga no Palmeiras
O Palmeiras arrancou um empate por 1 a 1 com um jogador a menos na estreia da Libertadores da América, fora de casa, contra o Atlético Tucumán, na quarta-feira passada. Três dias depois, venceu o São Paulo com propriedade utilizando um time misto. Agora, o técnico Eduardo Baptista ganhou uma "dor de cabeça boa" para a linha ofensiva.
Aberto pela esquerda, Keno foi um dos destaques do Verdão na Argentina. Autor do único gol da equipe, chamou a atenção da comissão técnica por ter corrido sem parar nos 63 minutos em que esteve em campo. Ganhou moral com Eduardo por cumprir uma função tática fundamental.
Diante do São Paulo, foi a vez de Guerra, que vinha em baixa, restabelecer seu status. Mostrou entrosamento com Borja no segundo tempo, acertou bons passes e ainda deixou sua marca, fechando o triunfo por 3 a 0 sobre o rival. Antes do treino de segunda-feira, foi chamado pelo técnico palmeirense para uma conversa particular.
Com o retorno de Tchê Tchê e levando em conta o bom momento vivido por Dudu e Michel Bastos, a tendência é de apenas uma vaga aberta na linha de quatro jogadores do ataque. Felipe Melo deverá ser o volante de contenção, e Borja o centroavante. 
Eduardo já deixou claro que quer manter uma "espinha dorsal" no time, mas o treino desta terça será fechado à imprensa. 
– Ele vai ter de quebrar a cabeça. É uma coisa que todo treinador quer ter, uma dúvida boa. Nosso elenco foi formado para isso, duas ou três competições. Demonstramos contra o São Paulo. Esperamos que quem jogue na quarta possa vencer o Jorge Wilstermann – avaliou o capitão Dudu.
O jogo contra a equipe boliviana será o primeiro do Palmeiras em casa na Libertadores. A experiência de Guerra, que foi campeão da competição continental no ano passado, pelo Atlético Nacional, pode pesar a favor do venezuelano.
Além disso, no domingo o Verdão faz outra partida importante, o que pode ajudar Eduardo a equilibrar a concorrência. Pela nona rodada do Campeonato Paulista, a equipe encara o Santos, em clássico na Vila Belmiro. 
Veja o que o Palmeiras ganha com Guerra e Keno:
ALEJANDRO GUERRA
Com Guerra, venezuelano atua tanto centralizado quanto na ponta, podendo variar com Dudu ao longo da partida. Tchê Tchê ajuda mais na marcação.  (Foto: GloboEsporte.com)Com Guerra, venezuelano atua tanto centralizado quanto na ponta, podendo variar com Dudu ao longo da partida. Tchê Tchê ajuda mais na marcação
A capacidade de armação credencia o venezuelano como o cérebro da equipe, especialmente na ausência de Moisés
. Na vitória sobre o São Paulo, o venezuelano mostrou que o entrosamento com Borja, se afinado também com os outros companheiros de time, pode fazer a diferença. Além disso, sabe como jogar a Libertadores. Na Argentina, mesmo sem entrar em campo, chamou Eduardo Baptista para dar conselhos em diversas oportunidades.
Por outro lado, desde que chegou ao Verdão, tem mostrado dificuldade quando marcado sob pressão. A falha marcante no clássico contra o Corinthians simboliza uma dificuldade: girar sobre os adversários.
Levando em conta que o Jorge Wilstermann deverá jogar fechado, pode atrapalhar. Com ele, e sem Keno, o Verdão também perde um pouco de velocidade pelas pontas e deve aproveitar menos as laterais.
KENO
Com Keno, Dudu deve jogar mais centralizado, com Tchê Tchê menos preocupado em voltar, já que o atacante volta para ajudar a lateral pela esquerda. (Foto: GloboEsporte.com)Com Keno, Dudu deve jogar mais centralizado, com Tchê Tchê menos preocupado em voltar, já que o atacante volta para ajudar a lateral pela esquerda
A velocidade nas jogadas pelas laterais, especialmente pelo lado esquerdo, ajuda o Palmeiras a sufocar o adversário. Keno corre o campo inteiro e tem uma capacidade física invejável. Tem facilidade para se desvincular dos marcadores e abre espaço para Zé Roberto jogar, além de voltar para ajudá-lo na defesa. A noção de posicionamento dentro da área também é elogiável, o que dá um caráter mais ofensivo para a equipe, fator positivo para um jogo em casa.
Porém, a criatividade com Keno na vaga de Guerra pode diminuir. O venezuelano tem maior facilidade para distribuir e municiar o ataque. Embora Keno incendeie o jogo, pode ser uma escolha menos cautelosa diante de um adversário pouco conhecido e que marcou seis gols na primeira rodada. Para controlar a posse de bola, o estrangeiro é melhor alternativa. 
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