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quinta-feira, 16 de março de 2017

Vida dura para o Vasco

Vitória e Vasco decidem na noite desta quinta-feira, no Barradão, em Salvador, seus destinos na Copa do Brasil. Quem vencer avança, os baianos começam classificados no 0 a 0, se der 1 a 1 vamos a pênaltis, e empate por mais gols é dos cariocas. Se pensarmos historicamente, qualquer resultado é normal, dada a tradição e o tamanho dos envolvidos. Se a análise for o momento, o panorama favorece o Vitória. O time de 100% de aproveitamento no Campeonato Baiano, o que pode parecer pouco relevante, mas no futebol atual não é. Vai bem na Copa do Nordeste, onde todos entram com enorme vontade - vai decidir a vaga do grupo com o Sergipe, mas mesmo que perca é quase certo que avança como um dos melhores segundos colocados.

Já o Vasco... vamos lá. O time nem faz uma campanha tão horrível. Chegou à semifinal da Taça Guanabara, perdeu nesse ponto, o que é natural, e perdeu pontos na primeira rodada da Taça Rio. Na Copa do Brasil avançou sem dramas nas duas primeiras fase. A questão é que o clube tem uma conta de sofrimento recente a pagar. Vem de um terceiro rebaixamento no Brasileiro, há muito tempo não brilha fora das fronteiras cariocas, isso torna São Januário um caldeirão contra o próprio Vasco. E tudo cai na conta do quase recém chegado Cristóvão. Assim, os quatro primeiros meses do ano, que deveriam ser de preparação para ir bem no Brasileiro, ganham peso de competição à vera. O time perdeu os clássicos para Corinthians, Fluminense (ambos de forma acachapante) e Flamengo. E mesmo contra os times de menos investimento, jamais empolgou. Por isso a cabeça do treinador já está a prêmio





No jogo de ida, o Vitória teve uma atuação extremamente inteligente e disciplinada taticamente. Fechou os lados do campo e teve seu trabalho facilitado pela pouca mobilidade de Nenê. Manteve o esquema eficaz mesmo depois da expulsão boba do lateral Euller. Tudo o que queria era um golzinho, e conseguiu graças a uma bobagem de Manga Escobar ao segurar a bola dentro da própria área. Pênalti que Patric bateu com segurança. A lambança vascaína não foi de Cristóvão, mas foi o técnico quem equivocadamente o colocou em campo, quando a melhor opção era um Andrezinho mais experiente e muito bom nas bolas paradas.

O Vasco salvou-se no fim com outro pênalti evitável, de David em Nenê. Ganhou fôlego para a decisão desta noite e um Gigante como ele jamais será zebra. Mas o resultado mais normal hoje é a classificação do Vitória. E será uma ironia do destino se Cristóvão perder o emprego em sua "casa - não São Januário, mas sua Bahia natal...

Entre as Canetas.
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