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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Brasil tenta ganhar forma em quadra e encara os EUA por vaga na final Seleção lida com altos e baixos durante os jogos e tenta construir sua nova identidade para voltar à decisão da disputa, na Arena da Baixada. Equipes se enfrentam nesta sexta, às 15h05

Por João Gabriel Rodrigues, Curitiba, PR

A instabilidade é justificável. Em um princípio de caminho, a seleção brasileira ainda busca sua identidade em quadra. Mas, em busca do décimo título da Liga Mundial, a equipe de Renan Dal Zotto sabe que precisa dar passos mais precisos. Depois de uma partida complicada contra os russos, a equipe tem um rival ainda mais difícil pela frente. Nesta sexta, o time encara os Estados Unidos na semifinal da competição, às 15h05. A TV Globo e o SporTV 2 transmite a partida ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em Tempo Real. Na outra semifinal, França e Canadá duelam pela vaga na decisão.
O Brasil tenta voltar à final da Liga. No ano passado, a seleção ficou com o vice-campeonato ao perder para a Sérvia na decisão. Atuais campeões, os sérvios foram eliminados pela França no grupo K1.
Renan conversa com os jogadores durante a partida contra a Rússia (Foto: Divulgação/FIVB)
Renan conversa com os jogadores durante a partida contra a Rússia (Foto: Divulgação/FIVB)
Quando deixou a quadra, Renan ainda não sabia quem enfrentaria no dia seguinte. Reconheceu, porém, que o time errou mais do que deveria e se complicou sem necessidade. Por uma equipe mais coesa, encara o primeiro set, quando ataque e defesa funcionaram em harmonia, como modelo a ser seguido.
- Só temos duas formas de corrigir isso: primeiro, treinar; depois, mentalmente. Entre nós mesmos e individualmente. Cobrar um do outro e sermos exigentes com nós mesmos. É praticando, treinando e, mentalmente, sendo forte. Fizemos um primeiro set muito bom. Saiu um peso de cima, é natural. Viemos para ganhar o jogo, não um set. Mas houve uma queda de tensão. Tivemos bons momentos.
Capitão, Bruninho fez mea culpa após a partida. Diz ter errado a distribuição do jogo em momentos que não deveria, mas lembrou que o time ainda está no começo da jornada rumo aos Jogos de Tóquio.
- É o começo de um trabalho. O time está se conhecendo. Por mais que tenhamos uma base, são novos jogadores. Estamos tentando criar uma nova identidade. Isso está incomodando, esses momentos de blecaute. Às vezes, vamos perder o set porque o time adversário foi muito bem. Mas não podemos cair tanto o nosso nível de um set para o outro. Talvez a concentração tenha caído, mas precisamos resolver na criação da identidade do grupo.
O equilíbrio brasileiro passa pelas mãos de Maurício Borges. O ponteiro é visto como peça fundamental da defesa brasileira. Contra os russos, porém, brilhou também no ataque - fechou a partida com 14 pontos.
Arena da Baixada cheia para Brasil x Rússia em jogo de vôlei da Liga Mundial (Foto: FIVB)
Arena da Baixada cheia para Brasil x Rússia em jogo de vôlei da Liga Mundial (Foto: FIVB)
- Para mim, não faz diferença aparecer tanto na defesa ou no ataque. Eu prefiro ajudar a equipe a ganhar do que aparecer tanto. Isso é o importante para o grupo.
Destaque da partida contra os russos, Lucarelli admitiu os muitos erros em quadra. Para o ponteiro, que fechou o jogo com 24 pontos, o time não pode mais desperdiçar o passe nas mãos.
- Realmente, tivemos uma queda muito grande, principalmente no segundo set. O que estávamos falando é que estávamos errando com o passe bom. Isso que não podemos nos permitir. Às vezes, entrava o saque bom e eles defendiam, ok. Mas tivemos uma sequência de ataques com o passe nas mãos. E isso não podemos nos permitir. São coisas que temos a consciência e que não podemos nos permitir.
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